Resolvi fazer este blog, para alertar e ajudar as pessoas que assim como eu, precisam saber e compreender sobre este assunto.
Sou casada há quase 12 anos, sou muito feliz, e estou viva hoje porque Deus me ama demais.
Dei aulas de dança, fazia muitos esportes,ciclismo, nunca fumei e nunca bebi.
Meu pé esquerdo começou a inchar (inchava de vez em quando, qdo ficava muito tempo sentada ou em pé) quando eu tinha 13 anos de idade, fiz ecodoppler, vários exames de coração,pulmão, rim, e nada de errado constava,sentia uma dor de cabeça horrível, com enjôos fortes e nada continha essa dor, quando deitava e colocava minha cabeça no travesseiro, eu ouvia ruidos, apitos no ouvido, eu fiquei uns 6 meses consultando no IMC, e os médicos me passaram que não havia nenhum problema comigo. a perna estava normal, e as fortes dores de cabeça era crises de enxaqueca.
O tempo foi passando, como nada descoberto, resolvi ter meu primeiro filho. Tudo andou normal, a gravidez inteirinha, quando cheguei a 36 semanas de gestação, minha filha sofreu anoxia intra uterina, ou seja, falta de oxigênio, logo após 3 dias, quando o meu organismo começou a querer expulsá-la, muitas contrações fortes, fui ao hospital e vivi a maior tragédia e dor que uma mãe pode sofrer, a criança estava sem vida, mas incrivelmente perfeita, o hospita achava que eu tinha tomado algo para interromper a gestação. Bom eu já estava com os pés roxo, já estava com a criança 4 dias na barriga sem vida, e fiquei quase 48 horas no soro pra tentar parto normal, porque não poderia fazer cesárea ou até mesmo um pique , morreria na mesa de operação, minha filha nasceu, com 50 cm e com 3,255 kg, perfeita, sem mal cheiro, sem cordão enrolado no pescoço, mesmo assim dei um beijinho nela, como ela era linda, um anjinho que agora cuida de mim. Deus sabe de todas as coisas. O hospital não iria liberar o corpo, teria que fazer uma autópsia, para saber a causa da morte. O laudo chegou após 3 meses , algo parou o rim,o fígado e depois o pulmão, mas a causa não foi descoberta.E sai do hospital com a noticia de que não poderia engravidar mais.
Passaram-se 3 meses, e comecei a ter enjôos fortes e muitas dores na barriga, minha segunda filha estava a caminho, linda , fiz todos os exames necessários até aquela ultrassom de uma hora, e graças a Deus nada de errado, fiz cesariana,hoje ela está com 10 anos e se chama Karoline.
Depois de 4 anos engravidei novamente e tudo ocorreu normalmente, veio a Bianca. Passando esses anos ainda com os pés inchados, fiz novamente um ecodoppller e nada descobriram, paguei uma consulta então com um vascular muito conhecido aqui na minha cidade, e disse que era linfedema, comecei a usar bandagem então, vi que o inchaço não parava, mas havia dias que ele simplesmente não inchava, e fui levando a vida. Passados 5 anos, trabalhava em uma loja em pé o dia inteirinho, porque o meu inchaço nunca doeu, e muito menos roxeou, descobri que estava grávida novamente, levei a gestação trabalhando até o final, tudo normal e perfeito, o parto foi excelente, com os dois melhores obstetras de rio preto, e o melhor anestesista do hospital, sai de lá quem diria, com o meu sonhado menininho, Daniel.
Somente depois de 1 ano e meio que o Dani nasceu que as dores de cabeça vinham com mais frequência,não podia assistir tv, usar o computador, celular e nem olhar para claridade e como tinha convênio médico marquei uma consulta com o oftalmologista , pois pensei que fosse ter que usar óculos, a doutora fez vários exames e estava tudo normal, minha vista estava perfeitamente bem, então resolveu passar uma ressonância magnética cerebral, fiz ela dia 11 de novembro de 2012, as dores de cabeça pararam e não fui buscar o laudo achando que não seria nada. Passados então 8 meseso final de julho de 2013, fui fazer um exame de coluna na mesma clinica que havia feito aquela ressonância, e a secretaria me lembrou que tinha um laudo de um exame que eu não havia pego ( a ressonância que deixei mofando lá), o meu esposo estava comigo, e quando olhamos só por curiosidade, tivemos a surpresa "Conclusão: HIPERTENSÃO INTRACRANIANA. O quê, que é isso? Então pesquisando na internete veio a resposta: é um pseudotumor, pressão alta no cérebro. Claro veio a preocupação, nossa! tem algo errado com o meu cérebro.Marquei uma consulta urgente com o neurologista que fosse me atender na data mais próxima.Fiz aquele teste com o martelinho, pra ver se sua perna responde levantando, e nenhuma das duas levantou, ele me passou um exame de liquor, um exame que colhe um liquido(que é chamado de liquor) da espinha para verificar a pressão intracraniana (somente medicos podem fazer este exame),ele revela se vc tem alguma infecção, tumores, pois se toma uma anestesia para concluir o exame.De cara o médico disse que a pressão estava muito alta. O resultado sai na hora, só fica o que mede a pressão direitinho. Aguardei uns dois dias e peguei o outro resultado, estava altíssima, mas graças a Deus não havia nada errado comigo. Levei ao médico e comecei a tomar Diamox, um medicamento próprio pra quem tem pressão no olho, pois a pressão intracraniana podia alcançar os nervos ópticos e me deixar cega. Fiz outra ressonância magnética, mas agora uma mais profunda a venoressonância, para ver as veias do cérebro, fiz em um domingo de manhã, era pra pegar o resultado na sexta, mas no proximo dia, segunda, o médico que concluiu o resultado me ligou, pedindo pra que fosse com urgência buscar o exame, quando abrimos o exame eu não quis olhar, meu esposo viu, a cara dele me deixou com muito medo do que vinha a seguir, "Conclusão: TROMBOSE VENOSA PROFUNDA", Imagina, vc com 30 anos de idade, 3 filhos lindos, bem casada, recebendo esse diagnóstico, pronto pensei vou morrer, se trombose na perna tem casos que precisa amputar, e usar meias elásticas, na cabeça o que faria! meu Deus é o meu fim.Comecei a fazer baterias de exames , comecei a tomar marevan (warfarina sódica) para a coagulação do sangue, colher sangue para medir a coagulação toda a semana, (na coagulação do sangue o INR tem que ficar de 2,0 até 3,0, abaixo de 2,0 corre risco de embolia pulmonar, acima de 3,0 corre o risco de hemorraria), leva-se mais ou menos de 6 a dez semanas pra normalizar e estabelecer o nivel de INR no sangue, passou 3 semanas do nada, em casa, comecei a ter falta de ar , fui correndo para o hospital, com o meu historico medico, assusta qualquer um, sou passada na frente de todos os pacientes, não conseguia conversar, ir ao banheiro, andar , a falta de ar era tanta, fiz o exame de coagulação e fiquei surpresa INR 1,3, normal pra quem não tem o que eu tenho, mas para o meu caso poderia ser o fim, fiz uma tomografia na hora, e deu um trombinho que graças a Deus fui o mais rápido diagnosticada e tratada, me internaram na hora, fiquei 3 dias tomando heparina, que injeção horrível, parece picada de marinbondo, mas aguentei, o meu pneumologista ficou pasmado e me disse, não cheguei a tempo pra te colocar na UTI, vc levou muita sorte.Eu disse pra ele, que não posso morrer, tenho 3 anjinhos, que se Deus me deu eles, eu vou ter que ter saúde pra criá-los.
Comecei a tratar com o neurocirurgião, com o cardiologista que o meu é o único especialista de sangue para trombose cerebral da minha cidade.
Hoje faz só 5 meses que estou me tratando, não posso pegar infecção alguma, dengue, nem pensar, pois o quem faz uso do marevan , não pode tomar anti inflamatório, ele me dá queda de cabelo, mas o meu cabelo não é importante, o importante é se manter viva. Os médicos disseram que carrego uma bomba relógio na minhca cabeça, não posso ter emoção alguma, nervoso algum, estresse algum, fiquei torta o mês passado, foi horrível , sensação de morte, até agora fiz exames pra ver se tinha lúpus, trombofilia e algum fator genético, deu negativo os exames, mas tenho que fazer vários outros, depois que estabelecer o sangue, tenho que ficar um tempo sem tomar a medicação para fazer novos exames, tem que achar a causa, mas a medicina para o meu caso, ainda não descobriu nada, ma tenho Deus e isso já e mais que o suficiente.
Não fique triste, viva intensamente, tenha sempre o amor pela vida, agradeça a cada dia que vc acorda, levanta, vive! eu tenho a minha familia ao meu lado, fico sózinha em casa, cuido dos meus 3 filhos, que não é facil, criança não para, graças a Deus porque são assim porque tem saúde, cuido da minha casa sózinha, só não posso dirigir. Estou viva porque tenho fé, tenho muita vontade de viver, quando olho para os meus anjinhos e vejo que dependem muito de mim. FORÇA, FÉ.
sábado, 18 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
EMBOLIA PULMONAR
Quando enumeramos doenças que podem levar à morte, pouco nos lembramos da embolia pulmonar. Ela causa 15% de mortes súbitas e tem causas, muitas vezes, bobas. Por isso, a melhor forma de evitar este mal é a informação, pois, metade das pessoas que morrem por causa da embolia não sabe que têm a doença. Como ela atua, quais as causas, sintomas e tratamentos. Confira:
Como a embolia age?
Nosso sistema circulatório é responsável por levar o sangue pelo corpo todo. As veias, que são parte desta função, também funcionam como válvulas que ajudam a fazer o sangue circular, tudo para evitar que ele coagule. Quando há um ferimento ou a gente se movimenta menos, a circulação tende a ficar prejudicada, isso pode formar um coágulo na corrente sanguínea, o que passa a ser uma “ameaça desgovernada”.
A passagem de um coágulo de uma veia maior, e a entrada dele em um vaso mais estreito, pode fazer uma trombose venenosa. Se o coágulo se alojar na artéria pulmonar, ele entope os vasos causando embolia pulmonar. O problema é quando o coágulo é muito grande ou, em vez de um, são vários: neste caso, pode levar à morte.
Sintomas da embolia pulmonar
A grande maioria das tromboses venosas, fato que ocorre antes da embolia pulmonar são assintomáticas (cerca de 80%). Às vezes, a embolia pode se manifestar por um desconforto na região do tórax. Dor constante - de 5 a 7 dias - e falta de ar.
A grande maioria das tromboses venosas, fato que ocorre antes da embolia pulmonar são assintomáticas (cerca de 80%). Às vezes, a embolia pode se manifestar por um desconforto na região do tórax. Dor constante - de 5 a 7 dias - e falta de ar.
Causas
São pedaços de trombos das veias das pernas, coxas ou pelve que costuma embolizar para os pulmões. A embolia pulmonar é a forma de complicação mais comum de outra doença, que é o tromboembolismo venoso
Não há diferença na incidência da doença relacionada ao sexo, mas o uso de anticoncepcionais faz com que as mulheres em idade fértil e em bom estado de saúde possam ter maior chance de desenvolvimento da doença.
Embolia reincidente
Depois de um episodio de embolia no período que se segue 30 a 60 dias, a chance de ter nova embolia é grande por isso que a manutenção do tratamento excede esse tempo.
O tratamento pode durar ate 3, 4 até 6 meses.
Depois de um episodio de embolia no período que se segue 30 a 60 dias, a chance de ter nova embolia é grande por isso que a manutenção do tratamento excede esse tempo.
O tratamento pode durar ate 3, 4 até 6 meses.
Fatores de risco
Obesidade
Tabagismo
Varizes
Câncer
Idade avançada.
Insuficiência cardíaca
Gravidez
Pílula anticoncepcional
Reposição hormonal
Obesidade
Tabagismo
Varizes
Câncer
Idade avançada.
Insuficiência cardíaca
Gravidez
Pílula anticoncepcional
Reposição hormonal
Risco por cirurgia recente
Cirurgias, principalmente do quadril ou membros inferiores apresentam elevado risco de surgimento de uma trombose venosa profunda das pernas nos primeiros dias de pós-operatório. Além do risco de formação de coágulos pela própria cirurgia, estes pacientes ainda ficam vários dias acamados sem poder andar, o que diminui a circulação de sangue nas pernas, favorecendo a formação de coágulos.
A morte súbita em pacientes submetidos à cirurgia recente é quase sempre causada por uma embolia pulmonar de grande volume. Nem sempre a TVP, que dá origem ao êmbolo, consegue ser identificada, principalmente se o paciente já tiver tido alta do hospital.
Tratamento
O tratamento é feito basicamente às custas de anticoagulantes!
O tratamento é feito basicamente às custas de anticoagulantes!
MAREVAN varfarina sódica
Marevan®
Forma Farmacêutica e Apresentação de Marevan
Comprimidos com 2,5 mg – Embalagem contendo 30 ou 60 comprimidos.
Comprimidos com 5,0 mg - Embalagens contendo 10 ou 30 comprimidos.
Comprimidos com 7,5 mg – Embalagem contendo 30 comprimidos.
Composição de Marevan
Cada comprimido contém:
varfarina sódica..............................................................................................2,5 mg;
excipientes q.s.p....................................................................................1 comprimido
(lactose, amido, corante amarelo quinoleína,, amido glicolato sódico, estearato de magnésio e água).
varfarina sódica .............................................................................................. 5 mg;
excipientes q.s.p ................................................................................ 1 comprimido
(lactose, amido, corante vermelho ponceau 4R, amido glicolato sódico, estearato de magnésio e água).
varfarina sódica ............................................................................................ 7,5 mg;
excipientes q.s.p ............................................................................1 comprimido
(lactose, amido, corante azul FDC alumínio nº 1, amido glicolato sódico, estearato de magnésio e água).
Informações ao Paciente de Marevan
Como este medicamento funciona?Marevan® é um anticoagulante que prolonga o tempo de coagulação do sangue.
Por que este medicamento foi indicado?
Marevan® é eficaz na prevenção do tromboembolismo venoso, do embolismo sistêmico em pacientes comprótese de válvulas cardíacas ou fibrilação atrial, do acidente vascular cerebral, do infarto agudo do miocárdioe da recorrência do infarto. Os anticoagulantes orais também estão indicados na prevenção do embolismosistêmico em pacientes com doença valvular cardíaca.
Marevan® é eficaz na prevenção do tromboembolismo venoso, do embolismo sistêmico em pacientes comprótese de válvulas cardíacas ou fibrilação atrial, do acidente vascular cerebral, do infarto agudo do miocárdioe da recorrência do infarto. Os anticoagulantes orais também estão indicados na prevenção do embolismosistêmico em pacientes com doença valvular cardíaca.
Quando não devo usar este medicamento?
A varfarina não deve ser administrada nas situações a seguir:
A varfarina não deve ser administrada nas situações a seguir:
• Primeiras 24 horas antes ou após cirurgia ou parto
• Doenças hepáticas ou renais graves
• Hemorragias
• Hipertensão arterial grave não controlada
• Endocardite bacteriana
• Gravidez
• Lactação
• Aneurisma cerebral ou aórtico
• Hemofilia
• Doença ulcerativa ativa do trato gastrointestinal
• Feridas ulcerativas abertas
• Ameaça de aborto ou aborto incompleto
• Indisposição ou incapacidade do paciente para entender o tratamento, ausência de laboratório confiável para realizar os testes de controle ou grave risco de interações medicamentosas
• Crianças
• Hipersensibilidade a qualquer componente do produto
Precauções e Advertências
• Marevan® não deve ser administrado a pacientes que apresentem sangramento ativo e, em geral, não deve ser prescrito a pacientes com risco de hemorragia, embora possa ser usado com extrema precaução.
• Marevan® não deve ser administrado a pacientes que apresentem sangramento ativo e, em geral, não deve ser prescrito a pacientes com risco de hemorragia, embora possa ser usado com extrema precaução.
• Os pacientes sob risco compreendem aqueles com doenças sangüíneas hemorrágicas, úlcera péptica, feridas graves (inclusive feridas cirúrgicas) e endocardite bacteriana.
• Os idosos e pacientes com deficiência de vitamina K requerem cuidado especial, assim como aqueles com hipertiroidismo.
• Se houver interação medicamentosa com outra droga e risco de hemorragia grave, uma das drogas deve ser suspensa.
• Em caso de suspeita de alteração do efeito de Marevan®, a atividade anticoagulante deve ser cuidadosamente monitorizada, a fim de se aumentar ou diminuir a sua dose, se necessário. O período crítico é quando pacientes estabilizados com um anticoagulante iniciam o tratamento com um medicamento interagente ou quando se retira o medicamento interagente em pacientes antes estabilizados com a interação medicamentosa.
• Se ocorrerem complicações hemorrágicas graves, deve-se interromper imediatamente a administração doanticoagulante.
• Se houver perda ou ganho de peso, o médico deve ser informado, a fim de verificar a necessidade de ajuste de dosagem.
• Informe o dentista ou médico, no caso de outro tratamento, sobre o uso de Marevan®. A varfarina interage com muitos outros medicamentos.
• Informe também o farmacêutico antes de comprar qualquer medicamento de venda livre (ex.: ácido acetilsalicílico).
• Caso ocorra qualquer indisposição ou sintoma de causa desconhecida, o paciente deverá entrar em contato imediatamente com o médico.
Interações medicamentosas
Deve-se ter cuidado no uso concomitante de qualquer droga em pacientes recebendo tratamentoanticoagulante oral.
Deve-se ter cuidado no uso concomitante de qualquer droga em pacientes recebendo tratamentoanticoagulante oral.
A atividade da varfarina pode ser potencializada por esteróides anabólicos como:
etilestranol, metandrostenolona, (noretrandolona), amiodarona, amitriptilina/nortriptilina, azapropazona, aztreonam, benzafibrato, cefamandol, cloranfenicol, hidrato de coral, cimetidina, ciprofloxacino, clofibrato, cotrimoxazol, danazol, destropropoxifeno, destrotiroxina, dipiridamol, eritromicina, neomicina, feprazona, fluconazol, glucagon, metronidazol, miconazol, oxifenilbutazona, fenformina, fenilbutazona, feniramidol, quinidina, salicilatos, tolbutamida, sulfonamidas (ex: sulfafenazol, sulfinpirazona), tamoxifeno, triclofos,diflunisal, flurbiprofeno, indometacina, ácido mefenâmico, piroxicam, sulindaco e, possivelmente, outros analgésicos antiinflamatórios, cetoconazol, ácido nalidíxico, norfloxacino, tetraciclinas e outros antibióticos de largo espectro, alopurinol, dissulfiram, metilfenidato, paracetamol, drogas para tratamento de disfunções da tireóide e qualquer droga potencialmente hepatotóxica.
A atividade anticoagulante pode também ser aumentada com grandes quantidades ou ingestão crônica de álcool, particularmente em pacientes com insuficiência hepática.
Mulheres em uso de varfarina devem consultar o médico antes do uso concomitante de creme vaginal ou supositório de miconazol, pois pode haver potencialização do efeito anticoagulante.
Tanto a potencialização quanto a inibição do efeito anticoagulante têm sido relatadas com fenitoína, ACTH e corticosteróides.
A colestiramina e o sulcralfato acarretam insuficiência da absorção e diminuição da atividade da varfarina. A colestiramina pode também diminuir a absorção de vitamina K sem, no entanto, aumentar a atividadeanticoagulante da varfarina.
O efeito anticoagulante pode ser diminuído pela administração de vitamina K, inclusive como constituinte de alguns alimentos, como saladas verdes.
A atividade anticoagulante da varfarina pode ser inibida por drogas que induzem as enzimas hepáticas, tais como: aminoglutetimida, barbiturato, carbamazepina, etclorvinol, glutatimida, griseofulvina, dicloralfenazona, primidona, rifampicina e contraceptivos orais.
Interação com exames laboratoriais
Com exceção dos exames relacionados aos fatores da coagulação dependentes da vitamina K, que são deprimidos pelos anticoagulantes cumarínicos, não há referência de interferência significativa com outros exames laboratoriais.
Com exceção dos exames relacionados aos fatores da coagulação dependentes da vitamina K, que são deprimidos pelos anticoagulantes cumarínicos, não há referência de interferência significativa com outros exames laboratoriais.
Informe o médico do aparecimento de reações indesejáveis.
Informe o médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use o medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Este medicamento é contra-indicado para grávidas e lactantes.
Como devo usar este medicamento?
Aspecto físico
Marevan® 2,5 mg – comprimido amarelo, redondo, plano, chanfrado, com vinco em forma de cruz em um dos lados.
Informe o médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use o medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Este medicamento é contra-indicado para grávidas e lactantes.
Como devo usar este medicamento?
Aspecto físico
Marevan® 2,5 mg – comprimido amarelo, redondo, plano, chanfrado, com vinco em forma de cruz em um dos lados.
Marevan® 5 mg – comprimido rosa, redondo, plano, chanfrado, com vinco em forma de cruz em um dos lados.
Marevan® 7,5 mg – comprimido azul, redondo, plano, chanfrado, com vinco em forma de cruz em um dos lados.
Posologia
A posologia de Marevan® deve ser individualizada para cada paciente, de acordo com a resposta de TP/INR (valores obtidos através de exames de sangue) do paciente ao medicamento.
A posologia de Marevan® deve ser individualizada para cada paciente, de acordo com a resposta de TP/INR (valores obtidos através de exames de sangue) do paciente ao medicamento.
Dosagem inicial - recomenda-se que a terapia com Marevan® seja iniciada com uma dose de 2,5 mg a 5 mg ao dia, com ajustes posológicos baseados nos resultados de TP/INR.
Manutenção - na maioria dos pacientes, a resposta é satisfatoriamente mantida com uma dose de 2,5 a 10 mg ao dia. A flexibilidade da dosagem pode ser obtida partindo-se os comprimidos ao meio.
Duração da terapia - a duração da terapia para cada paciente deve ser individualizada. De modo geral, a terapia com anticoagulante deve ser continuada até que o risco de trombose e embolia seja eliminado.
Dose perdida - o efeito anticoagulante de Marevan® persiste por mais de 24 horas.
Se o paciente esquecer de tomar a dose prescrita de Marevan® no horário marcado, a dose deve ser tomada, assim que possível, no mesmo dia. No dia seguinte, a dose esquecida não deve ser adicionalmente ingerida e o tratamento deve ser seguido normalmente. A dose nunca deve ser duplicada.
Este medicamento foi prescrito pelo médico para você; por isso, nunca o administre a outra pessoa, pois pode ser prejudicial a ela, ainda que os sintomas sejam iguais.
A dose do medicamento depende dos resultados de exames de sangue que você deverá fazer periodicamente, orientado por seu médico.
Siga as orientações de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Siga corretamente o modo de usar.
Não use o medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
Que males este medicamento pode causar?
• O efeito adverso mais importante é o sangramento, que pode ocorrer em qualquer local, desde o sangramento nasal até a formação de hematomas e anemia. A cor da urina pode se alterar pela presença de sangramento urinário. Sangramento por pequenos cortes, como o que ocorre ao se barbear, pode demorar a estancar.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Siga corretamente o modo de usar.
Não use o medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
Que males este medicamento pode causar?
• O efeito adverso mais importante é o sangramento, que pode ocorrer em qualquer local, desde o sangramento nasal até a formação de hematomas e anemia. A cor da urina pode se alterar pela presença de sangramento urinário. Sangramento por pequenos cortes, como o que ocorre ao se barbear, pode demorar a estancar.
• Outros efeitos podem aparecer, como: queda de cabelo, febre, anorexia (disfunção alimentar), náuseas,vômito, gases, diarréia, dor abdominal, reações de hipersensibilidade, inclusive vermelhidão na pele, urticária, cansaço, dor de cabeça, dor no tórax, intolerância ao frio e perda de consciência.
• Ocasionalmente, em pessoas idosas e obesas, podem ser observadas lesões na pele, inclusive alteração da cor nos dedos dos pés (coloração arroxeada).
• O risco mais importante da terapia com a varfarina é de hemorragia em vários órgãos, com conseqüente formação de hematomas, bem como desenvolvimento de anemia.
• Podem também ser observados pancreatite (inflamação do prâncreas), hemotórax (sangue na parte interna do peito) e sangramento nasal. Se forem observados quaisquer destes sintomas suspenda imediatamente o tratamento e fale com seu médico.
• Se administrado no primeiro trimestre da gravidez, Marevan® pode causar pontilhado ósseo no feto e anormalidades faciais e do sistema nervoso central, que também podem se desenvolver após administração no segundo e terceiro trimestres. A administração à gestante, em estágios mais avançados da gravidez, está associada à hemorragia fetal e aumento da taxa de aborto.
Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe o médico.
O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
Um dos sintomas que pode ocorrer após uma superdosagem é hemorragia de qualquer tecido ou órgão. Ossinais e sintomas variam de acordo com a localização e extensão do sangramento. Em caso de dose excessiva, o paciente deverá ser encaminhado imediatamente a um serviço hospitalar.
O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
Um dos sintomas que pode ocorrer após uma superdosagem é hemorragia de qualquer tecido ou órgão. Ossinais e sintomas variam de acordo com a localização e extensão do sangramento. Em caso de dose excessiva, o paciente deverá ser encaminhado imediatamente a um serviço hospitalar.
Onde e como devo guardar este medicamento?
Cuidados de conservação
Marevan® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30ºC) em sua embalagem original. Proteger da umidade.
Cuidados de conservação
Marevan® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30ºC) em sua embalagem original. Proteger da umidade.
Prazo de validade
36 meses após a data de fabricação impressa no cartucho. Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.
36 meses após a data de fabricação impressa no cartucho. Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.
Informações Técnicas de Marevan
Características farmacológicas
A varfarina sódica, substância ativa de Marevan®, é um anticoagulante sintético pertencente à classe dos antagonistas da vitamina K. A varfarina é uma mistura racêmica de quantidades aproximadamente iguais de 2 isômeros opticamente ativos, as formas R e S.
Farmacodinâmica
Marevan® atua por inibição da formação dos fatores de coagulação II, VII, IX e X.
Marevan® atua por inibição da formação dos fatores de coagulação II, VII, IX e X.
Um efeito no tempo de protrombina é produzido em 24 a 36 horas após a dose inicial e atinge o máximo em 36 a 48 horas, mantendo-se por 48 horas ou mais, após a interrupção da administração.
Dentre os compostos 4-hidroxicumarínicos, a varfarina é o anticoagulante oral mais amplamente usado, devido ao seu início de ação previsível, duração da ação e excelente biodisponibilidade.
Farmacocinética
A varfarina é rápida e amplamente absorvida através do trato gastrointestinal. Sua absorção é praticamente completa após a administração por via oral.
A varfarina é rápida e amplamente absorvida através do trato gastrointestinal. Sua absorção é praticamente completa após a administração por via oral.
A varfarina circula ligada a proteínas plasmáticas; distribui-se amplamente em todos os tecidos e se acumula rapidamente no fígado, primariamente nos microssomos. A exemplo dos demais anticoagulantes cumarínicos, atravessa a barreira placentária e é excretada no leite materno.
Aproximadamente 97% da substância apresentam-se ligados à albumina plasmática.
Os dois isômeros são metabolicamente transformados por vias diferentes. A Rvarfarina é primariamente metabolizada por redução da cadeia lateral acetonil em varfarina álcoois, que são excretados na urina, e a S-varfarina é metabolizada por oxidação a 7-hidroxi-S-varfarina, que é eliminada na bile. O fármaco é lentamente degradado e apresenta um ligeiro efeito cumulativo, capaz de manter a atividade de protrombina nos níveis desejados, apesar de eventuais variações nas dosagens diárias.
A varfarina racêmica tem uma meia-vida plasmática de 36 a 42 horas.
A sua ação se inicia dentro de 24 horas, por causa da inibição da produção do fator VII, que tem uma meia-vida de seis a sete horas, mas o pico da atividade se dá entre 72 a 96 horas devido às meias-vidas maiores dos fatores II, IX e X.
Após administração por via oral, em indivíduos normais, concentrações plasmáticas máximas são atingidas em cerca de 90 minutos.
O índice normalizado internacional (INR) deve ser usado como parâmetro para o tratamento comanticoagulantes orais e prevenção de hemorragias.
A intensidade ótima do tratamento anticoagulante varia com as indicações. Para a maioria das indicações, é apropriado um efeito anticoagulante moderado com um INR - alvo de 2.0 a 3.0 (esquema de intensidade moderada). Para este INR e uma tromboplastina com um índice internacional de sensibilidade (ISI) de 2,3, a correspondente relação protrombina-tempo é de aproximadamente 1,35 a 1,61.
A concentração terapêutica de varfarina, portanto é aquela capaz de manter, após o alcance do estado de equilíbrio, uma relação protrombina/tempo apropriada para a indicação.
Após ser metabolizada no fígado em compostos inativos, a varfarina é eliminada sob a forma de varfarina álcoois na urina e de 7-hidroxi-S varfarina, na bile. A meia-vida de eliminação (T1/2) da varfarina varia de 25 a 60 horas (média de 40 horas). A sua duração de ação, em condições normais, varia de dois a cinco dias.
Resultados de eficácia
Estudo1 randomizado, duplo cego, com 738 pacientes, mostrou que a terapia com a dose convencional de varfarina é mais efetiva e não está associada a maior risco de sangramento importante, quando comparada a terapia de baixa intensidade com varfarina, para a prevenção de tromboembólise recorrente por tempo prolongado (média de duração: 2,4 anos).
Estudo1 randomizado, duplo cego, com 738 pacientes, mostrou que a terapia com a dose convencional de varfarina é mais efetiva e não está associada a maior risco de sangramento importante, quando comparada a terapia de baixa intensidade com varfarina, para a prevenção de tromboembólise recorrente por tempo prolongado (média de duração: 2,4 anos).
Prins HM et al 2 mostraram que em pacientes com trombose venosa profunda, o uso de varfarina é superior ao placebo ou a doses profiláticas de heparina subcutânea, na prevenção de recorrência.
Outros estudos3 verificaram que, após cirurgias ortopédicas ou ginecológicas de grande porte, o uso de varfarina é efetivo na prevenção da trombose venosa.
Dados de uma análise conjunta de cinco estudos4 controlados e randomizados publicados em 1994, avaliaram a eficácia e os riscos da terapia anti-trombótica em pacientes com fibrilação atrial. No grupo varfarina-controle, 1889 pacientes receberam varfarina e 1802, placebo. A média de idade dos estudos foi de 69 anos, 46% dos pacientes possuíam história de hipertensão, 6% já tinham apresentado ataque isquêmicotransitório ou AVC (acidente vascular cerebralderrame) e 14% eram diabéticos. A eficácia da varfarina foi consistente em todos os estudos e subgrupos de pacientes. Em mulheres, a varfarina reduziu o risco de AVC em 84%, comparado a 60% nos homens. A taxa anual de hemorragia grave (hemorragia intracraniana, necessidade de hospitalização ou transfusão de duas unidades de sangue) foi de 1% para o grupo controle e 1,3% para o grupo varfarina. Nesses estudos a varfarina reduziu o risco de AVC em pacientes com fibrilação atrial em 68%, com praticamente nenhum aumento na freqüência de hemorragia grave.
Outro estudo5 multicêntrico, randomizado, comparou a ação da varfarina ou aspirina com placebo na prevenção do AVC e do embolismo sistêmico (eventos primários), tendo incluído 1330 pacientes internados ou ambulatoriais com fibrilação atrial de origem não reumática, constante ou intermitente. No grupo varfarina versus placebo, a taxa de AVC isquêmico e embolia sistêmica foi reduzida substancialmente pelo uso de varfarina (2,3% /ano comparado com 7,4% /ano no grupo placebo). O risco de evento primário ou morte foi reduzido em 58% naqueles do grupo varfarina. O risco de hemorragia significativa foi de 1,5%, 1,4% e 1,6% / ano, para os pacientes dos grupos varfarina, aspirina e placebo, respectivamente.
O Trombosis Prevention Trial6 avaliou o uso de varfarina (alvo de INR 1,3 a 1,8), aspirina (75mg/dia) ou ambos, para prevenção do primeiro IAM. Os resultados sugeriram que o uso da varfarina com baixa intensidade de anticoagulação foi efetivo na prevenção de isquemia aguda (particularmente eventos fatais), e a combinação com aspirina foi mais efetiva que o uso isolado, com pequeno aumento no risco dehemorragias.
O estudo WARIS II7 comparou a varfarina, a aspirina ou ambos em 3630 pacientes com IAM, randomizados no período de alta hospitalar e acompanhados por dois anos. Os desfechos foram: mortalidade total, re-infarto não fatal ou acidente vascular tromboembólico. Esses eventos ocorreram em 20% dos pacientes do grupo aspirina (160 mg/d), 16,7% do grupo varfarina (INR médio 2,8) e 15% dos pacientes que utilizaram ambas as drogas (INR médio 2.2; aspirina 75 mg/d). A superioridade da associação versus aspirina foi altamente significativa (p 0.0005).
Não houve diferença significativa entre os dois grupos com varfarina.
Sangramento importante ocorreu numa taxa de 0.15% por ano no grupo aspirina, 0.58% / ano no grupo varfarina e 0.52% / ano no grupo com associação.
Em um estudo8 prospectivo, randomizado, aberto, controlado com 254 pacientes, o intervalo livre de eventos tromboembólicos foi significativamente maior nos pacientes com prótese valvar cardíaca mecânica tratados apenas com varfarina, comparado com dipiridamol-aspirina (p<0.005) e pentoxifilina-aspirina (p<0.05). As taxas de eventos tromboembólicos nesses grupos foram de 2.2, 8.6 e 7.9 / 100 pacientes por ano, respectivamente.
1- Kearon C, Ginsberg JS, Kovacs MJ, et al. Comparison of low-intensity warfarin therapy with conventional-intensity warfarin therapy for long-term prevention of recurrent venous thromboembolism. N Engl J Med;349:631-9, 2003.
2- Prins HM et al. long term treatment of venous thromboembolic disease.Thromb Haemost;82:892-898,1999.
3- J, Fuster V, Ansell J, et al. American Heart Association/American College of Cardiology Foundation guide to warfarin therapy. Circulation ;107:1692—1711, 2003.
4- Analysis of pooled data from five randomized controlled trials: risk factors for stroke and efficacy of antitrombotic therapy in atrial fibrillation. Arch Intern Med;154:1449-1457, 1994.
5- Stroke prevention in atrial fibrillation study: final results. Circulation; 84:527-539,1991.
6- The Medical Research Council’s General Practice Research Framework. Thrombosis Prevention trial: randomised trial of low-intensity oral anticoagulation with warfarin and low-dose aspirin in the primary prevention is ischaemic heart disease in men at increased risk. Lancet; 351:233–241,1998.
7- Hurlen M et al. Effects of warfarin, aspirin and the two combined, on mortality and thromboembolic morbidity after myocardial infarction. The WARIS-II (Warfarin-Aspirin Reinfarction Study) design. Scand Cardiovasc J; 34(2): 168-71, 2000.
8- Mok CK, Boey J, Wang R, et al. Warfarin versus dipyridamole-aspirin and pentoxifylline-aspirin for the prevention of prosthetic heart valve thromboembolism: a prospective clinical trial. Circulation;72:1059–1063,1985.
Indicação de Marevan
A varfarina, como todos os anticoagulantes orais, é eficaz na prevenção primária e secundária dotromboembolismo venoso, na prevenção do embolismo sistêmico em pacientes com prótese de válvulas cardíacas ou fibrilação atrial e na prevenção do acidente vascular cerebral, do infarto agudo do miocárdio e darecorrência do infarto. Os anticoagulantes orais também estão indicados na prevenção do embolismosistêmico em pacientes com doença valvular cardíaca.Contra-Indicações de Marevan
• Grave doença hepática ou renal, hemorragias, hipertensão arterial grave não controlada, endocarditebacteriana.
• Durante as primeiras 24 (vinte e quatro) horas antes ou após cirurgia ou parto.
• Gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre, devido à possibilidade de má-formação fetal. A administração à gestante em estágios mais avançados da gravidez está associada à hemorragia fetal e aumento da taxa de aborto.
• Lactantes.
• Aneurisma cerebral ou aórtico, hemofilia, doença ulcerativa ativa do trato gastrointestinal, feridas ulcerativas abertas, aborto ameaçado ou incompleto e hipersensibilidade a qualquer componente do produto.
• Indisposição ou incapacidade do paciente entender o tratamento, ausência de laboratório confiável para realizar os testes de vigilância ou grave risco de interações medicamentosas.
Posologia de Marevan
A posologia de Marevan® deve ser individualizada para cada paciente,de acordo com a resposta de TP/INR do paciente à droga.
Dosagem inicial - recomenda-se que a terapia com Marevan® seja iniciada com uma dose de 2,5 a 5,0 mg ao dia, com ajustes posológicos baseados nos resultados das determinações de TP/INR.
Manutenção - na maioria dos pacientes, a resposta é satisfatoriamente mantida com uma dose de 2,5 a 10 mg ao dia. A flexibilidade da dosagem pode ser obtida partindo-se os comprimidos ao meio.
Duração da terapia - a duração da terapia para cada paciente deve ser individualizada. De modo geral, a terapia com anticoagulante deve ser continuada até que o risco de trombose e embolia seja eliminado.
Dose perdida - o efeito anticoagulante de Marevan® persiste por mais de 24 horas.
Se o paciente esquecer de tomar a dose prescrita de Marevan® no horário marcado, a dose deve ser tomada assim que possível no mesmo dia. No dia seguinte, a dose esquecida não deve ser adicionalmente ingerida e o tratamento deve ser seguido normalmente.
Advertências de Marevan
Marevan® não deve ser administrado a pacientes que apresentem sangramento ativo. Em geral, não deve ser prescrito a pacientes com risco de hemorragia, embora possa ser usada com extrema precaução.
Os pacientes sob risco compreendem aqueles com patologias sangüíneas hemorrágicas, úlcera péptica, feridas graves (inclusive feridas cirúrgicas) e endocardite bacteriana.
Os idosos e pacientes com deficiência de vitamina K requerem cuidado especial, assim como aqueles com hipertiroidismo.
Se houver interação medicamentosa com outra droga e risco de hemorragia grave, uma das drogas deve ser suspensa.
Em caso de suspeita de alteração do efeito do fármaco, a atividade anticoagulante deve ser cuidadosamente monitorizada, a fim de se aumentar ou diminuir a sua dose, se necessário. O período crítico é quando pacientes estabilizados com um anticoagulante iniciam o tratamento com um fármaco interagente ou quando se retira o fármaco interagente em pacientes antes estabilizados com a interação medicamentosa.
Uso em Idosos e Crianças de Marevan
A administração de varfarina em idosos deve ser realizada com muita cautela e monitorizacão freqüente.
A segurança e a eficácia do medicamento varfarina em menores de 18 anos de idade não foram estabelecidas em estudos.
Interações Medicamentosas de Marevan
Deve-se ter cuidado no uso concomitante de qualquer droga em pacientes recebendo tratamentoanticoagulante oral.
A atividade da varfarina pode ser potencializada por esteróides anabólicos (ex.: etilestranol, metandrostenolona, noretrandolona), amiodarona, amitriptilina/nortriptilina, azapropazona, aztreonam, benzafibrato, cefamandol, cloranfenicol, hidrato de coral, cimetidina, ciprofloxacino, clofibrato, cotrimoxazol, danazol, destropropoxifeno, destrotiroxina, dipiridamol, eritromicina, neomicina, feprazona, fluconazol,glucagon, metronidazol, miconazol, oxifenilbutazona, fenformina, fenilbutazona, feniramidol, quinidina, salicilatos, tolbutamida, sulfonamidas (ex.: sulfafenazol, sulfinpirazona), tamoxifeno,triclofos,,diflunisal, flurbiprofeno, indometacina, ácido mefenâmico, piroxicam, sulindaco e, possivelmente, outros analgésicosantiinflamatórios, cetoconazol, ácido nalidíxico, norfloxacino, tetraciclinas e outros antibióticos de largo espectro,,alopurinol, dissulfiram, metilfenidato, paracetamol, drogas para tratamento de disfunções da tireóide e qualquer droga potencialmente hepatotóxica.
A atividade anticoagulante pode também ser aumentada com grandes quantidades ou ingestão crônica de álcool, particularmente em pacientes com insuficiência hepática.
Mulheres em uso de varfarina devem consultar o médico antes do uso concomitante de creme vaginal ou supositório de miconazol, pois pode haver potencialização do efeito anticoagulante.
Tanto a potencialização quanto a inibição do efeito anticoagulante têm sido relatadas com fenitoína, ACTH e corticosteróides.
A colestiramina e o sulcralfato acarretam insuficiência da absorção e diminuição da atividade da varfarina. A colestiramina pode também diminuir a absorção de vitamina K sem, no entanto, aumentar a atividadeanticoagulante da varfarina.
O efeito anticoagulante pode ser diminuído pela administração de vitamina K, inclusive como constituinte de alguns alimentos, como saladas verdes.
A atividade anticoagulante da varfarina pode ser inibida por drogas que induzem as enzimas hepáticas, como: aminoglutetimida, barbiturato, carbamazepina, etclorvinol, glutatimida, griseofulvina, dicloralfenazona, primidona, rifampicina e contraceptivos orais.
Reações Adversas de Marevan
As reações adversas estão relacionadas na tabela abaixo de acordo com a freqüência do CIOMS (Council for International Organizations of Medical Sciences).
Necrose dérmica nos primeiros dias de tratamento tem sido relatada com pouca freqüência e, na maioria dos casos, em mulheres idosas e obesas. O primeiro sinal é uma placa eritematosa edemaciada. A administração de vitamina K neste estágio pode prevenir o desenvolvimento de equimose e infarto.
Administrada no primeiro trimestre da gravidez, a varfarina pode causar uma síndrome varfarínica fetal, caracterizada por condrodisplasia punctata (pontilhado ósseo) e anormalidades faciais e do SNC, que também podem se desenvolver após administração no segundo e terceiro trimestres. A administração à gestante, em estágios mais avançados da gravidez, está associada à hemorragia fetal e aumento da taxa de aborto. Aincidência relatada da síndrome varfarínica fetal tem oscilado entre 5% e 30%.
A VARFARINA É RECONHECIDAMENTE TERATOGÊNICA.
Interferência em exames laboratoriais
Com exceção dos exames relacionados aos fatores da coagulação dependentes da vitamina K, que são deprimidos pelos anticoagulantes cumarínicos, não há referências de interferência significativa com outros exames laboratoriais.
Interferência em exames laboratoriais
Com exceção dos exames relacionados aos fatores da coagulação dependentes da vitamina K, que são deprimidos pelos anticoagulantes cumarínicos, não há referências de interferência significativa com outros exames laboratoriais.
Superdosagem de Marevan
Quadro clínico - Hemorragia de qualquer tecido ou órgão. Os sinais e sintomas variam de acordo com a localização e extensão do sangramento.
A possibilidade de hemorragia deve ser considerada em qualquer paciente sob terapia anticoagulante que sofra quedas, quando não houver um diagnóstico óbvio.
O sangramento durante a terapia anticoagulante nem sempre se correlaciona com a atividade de protrombina. Pode ocorrer hemorragia adrenal com resultante insuficiência supra-renal durante terapiaanticoagulante.
Os sangramentos que ocorrem quando o tempo de protrombina está dentro da faixa terapêutica justificam uma investigação diagnóstica mais acurada, que pode desmascarar uma lesão prévia não suspeitada (ex.:tumor, úlcera, etc).
Tratamento - A protrombinopenia excessiva, com ou sem sangramento, é rapidamente controlada pela descontinuação da varfarina e, se necessário, administração oral ou parenteral de vitamina K.
O aparecimento de hematúria microscópica, sangramento menstrual excessivo, melena, petéquias ou sangramento excessivo por cortes ou ao barbear, são manifestações precoces de hipoprotrombinemia além do nível seguro e satisfatório.
Para correção da protrombinopenia excessiva, com ou sem sangramento, a suspensão de uma ou mais doses do medicamento pode ser suficiente. Se necessário, doses pequenas de vitamina K (2,5 a 10 mg) geralmente corrigem o distúrbio. No caso de persistência de um sangramento menor ou evolução para uma hemorragiafraca, podem ser administradas doses de 5 a 25 mg de vitamina K por via parenteral.
Caso ocorra hemorragia grave ou estados protrombinopênicos não-responsivos à vitamina K, deve-se considerar a transfusão de plasma fresco congelado ou sangue total.
Na insuficiência supra-renal decorrente de hemorragia adrenal, deve ser instituída prontamente corticoterapia por via intravenosa logo depois da confirmação do diagnóstico.
O reinício do tratamento com a varfarina reverte o efeito da vitamina K, podendo ser obtida novamente uma hipoprotrombinemia terapêutica. Foi relatado um estado de Hipercoagulabilidade após rápida reversão de um tempo de protrombina prolongado, por isso deve-se ter cuidado na determinação da necessidade de tratamento com vitamina K.
Armazenagem de Marevan
Marevan® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30ºC), em sua embalagem original. Proteger da umidade.
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